terça-feira, 23 de abril de 2019

Algumas contribuições da psicanálise à psicopedagogia:a transferência na relação professor-aluno

                                                                                                                                                                   

A psicopedagogia, desde sua origem, tem agradado diferentes contribuições de outras áreas do conhecimento, o que lhe confere um caráter interdisciplinar. O próprio conceito de psicopedagogia traz uma duplicidade de campos  de conhecimento, no qual se presume a aplicação da Psicologia e Psicopedagia. No entanto, isso é insuficiente para abranger a extensão da psicopedagogia, cujo o objetivo de estudo está na interface de tantas outras disciplinas, tais como Linguística, Neuropsicológica, fonoaudiologia, sociologia e filosofia.

A inquietação destes profissionais visa o aprimoramento de suas práticas em relação às dificuldades de aprendizagem, visto que a intervenção nessas dificuldades requer um conhecimento mais amplo e profundo dos fatores implicados. Isso poderia favorecer o diálogo entre a psicopedagogia, bem como a interdisciplinaridade.

Russo(2015)ressalta que a psicopedagogia constrói sua teoria a partir de conceitos psicanalítico como sintoma, desejo, transferência, entre outros ,e, que nessa articulação teórica mostra a necessidade de ser ter rigor conceitual e critérios, ligados ao uso teórico e prático da noção de transferência(e de tantos outros conceitos).

Nesse sentido,no presente estudo,foi feita uma revisão da leitura do conceito de transferência relação professor-aluno,tento como fundamentação a teória psicanalítica de Freud e seus seguidores das correntes Kleiniana,e Lacaniana.Não se pretente comparar o conceito nas diferentes correntes,mas analisar e discutir a forma como é compreendida a transferência na relação professor-aluno.

Freud(1912/1981)formulou a teória da tranferência com ênfase na clínica.Ao longo da evolução de sua obra,o conceito foi sendo ampliado e sofrendo alterações importantes.Empregou o termo pela primeira vez na obra ESTUDOS SOBRE A HISTERIA(1894-1895/1981),compreendida como uma forma de resistência,ou seja,um obstáculo ao trabalho da análise.Nos estudos subsequentes(Freud,1941/1981;1915/1981),mostrou como o paciente atualiza,na relação com o analista,experiências vividas com seus progenitores na infância.Por meio da transferência ,o paciente traz sua problemáticas inconciente para a experiência atual,sem saber que o faz.Explicou que a transferência ocorre,quando o analisando desloca seus interesses da sua história de vida e das suas questões para a pessoa do analista.

A transferência é classicamente reconhecida como um conceito central na psicanálise(Racker,1982;Laplanche & Pontalis,1999;Zimerman,2002).Freud(1912/1981)afirma que  este fenômeno está presente em todas as relações humanas.É na psicanalise  que o conceito é compreendido em uma dinâmica subjetiva e constituído por conteúdos inconcientes.Isso permite fazer uma aproximação com relação professor-aluno,buscando a transferência,isto é,os conteúdos inconscientes que circulam nessa parceria.

A psicanálise tem fornecido importantes contribuições às diferentes àreas do conhecimento cientifíco(Levisky,1992).No que se refere à Educação,sabe-se que Freud não se ocupou especificamente do processo de aprendizagem,personalidade e o desenvolvimento do indivíduo,que fundamentam a investigação desse processo.Dessa forma a psicanálise possibilita compreender os determinantes psíquicos da aprendizagem(Kupfer,2004b)e também obter uma análise profunda e abrangente de aspctos inconscientes nela envolvidos.No presente trabalho serão discutido os aspctos do inconscientes envolvidos na relação professor-aluno.

A relação professor-aluno,em todos os níveis do ensino,tem apresentado fenômenos instigadores para investigação.Faz-se necessário entender,porque alguns professores marcam o percurso intelectual de alguns alunos;porque,mesmo sem motivo aparente,o professor,não somente no domínio do conteúdo,mas,sobretudo,no seu papel de autoridade.Com base nesses aspectos,o presente estudo tem como objetivo apresentar os tipos de transferência e analisá-las na relação professor-aluno.


*PRÓXIMAS PUBLICAÇÕES;O conceito de transferência.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Para conviver com a diversidade.



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Aprender a viver em um ambiente de diversidade é um dos principais desafios do mundo contemporâneo-é, portanto, da educação. Ao longo da vida escolar, os estudantes se deparam com todo tipo de diferença: de gênero, raça, valores, religião, expressão da sexualidade, ritmos de aprendizagem, configurações familiares, etc.
 
A diversidade é uma construção social. Isso significa que as distinções não existem em si mesmas. Elas são sempre produto da cultura. Ao definirmos pessoas ou atitudes como estranhas, estamos comparando-as a parâmetros previamente estabelecidos. O que entendemos por normal, correto e direito? Quem dita ou reforma os padrões culturais e estabelece as normas são os grupos e as instituições com capacidade de influenciar a sociedade-ou seja, a escola, a família, os amigos, a televisão, os jornais, as novelas, as revistas, a internet, as redes sociais, etc. Mas qual o poder da escola diante de atores tão pouco aberto à tolerância.

Primeiro, devemos perceber que a falta de abertura não significa necessariamente rejeição. O outro é visto com frieza ou até mesmo com desconfiança e temor por representar uma ameaça ao universo conhecido. Sob esse ponto de vista, a reação agressiva ou indiferente àqueles que subvertem nossas convicções sobre o "verdadeiro modo de ser "funciona como uma forma de autoproteção.

Quando ocorre a reação defensivo estudante precisa ser orientado a sair da posição de quem está sendo atacado nas certezas e passar a se relacionar com as diferenças por meio de uma perspectiva integradora. Para transformar a reação dos estudantes diante das diversidades, o trabalho educacional tem de instigar o questionamento sobre a origem histórica-social, política, jurídica, econômica, cultural -dos padrões estabelecidos.

Contudo, além de buscar o entendimento racional daquilo que foge à nossa familiaridade, é preciso sentir e experimentar o outro, deixando que ele nos afete emocionalmente. Acredito que o contato afetivo é o único capaz de transformar a qualidade das relações pessoais. O que me encanta no outro?
O que me incomoda-o que me aterroriza? Provocar essas perguntas e despertar a curiosidade nos estudantes também é tarefa da escola.

[...]

(Iavelberg, Catarina. Para conviver com a diversidade. Gestão escolar)

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Jornal na sala de aula:leitura e assunto no todo dia.


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Em tempos de interatividade via telefone celular e internet, fazer com que as crianças se interessem pela leitura de jornais não é tarefa das mais fáceis, mas certamente é fundamental para formar leitores habituais e cidadãos bem-informados. Trazendo textos com características distintas, fotografia e recursos gráficos, os jornais são uma fonte respeitada para pesquisa e para a obtenção de informação sobre o mundo atual. Além disso, eles se modernizaram e passaram por reestruturações gráficas e editoriais para proporcionar uma leitura mais agradável de seu conteúdo.

Para uma criança tomar gosto pelos periódicos, o primeiro passo é acabar com a ideia de que jornal é coisa de "gente grande". Dentro da gama variada de assuntos abordados, certamente são encontradas notícias locais ou entretenimento que atraem também os pequenos. É importante fazer os estudantes se relacionarem com o jornal como se fossem leitores comuns: eles devem manuseá-los por inteiro(não só textos recortados),aberto sobre uma mesa, no chão ou dobrado; e buscar os cadernos que mais interessem, vendo fotos e lendo títulos, subtítulos e o início de cada reportagem, para saber se vale seguir até o final.


Agnes Augusto.




sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Medo infantil: Um desafio para os pais.



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Geralmente tido como um sentimento vilão, por nos confrontar com algum tipo de perigo ou ameaça, o medo é importante no desenvolvimento da criança e até mesmo na vida adulta. Cabe a ele, por exemplo, a função de sinalizar um perigo externo, palpável, possibilitando, com isso, a defesa.

Muitas vezes, pais e responsáveis não sabem de que maneira agir diante das manifestações de medo da criança, seja do escuro, de um "monstro", de dormir sozinho, entre outros. Mas uma coisa é certa: não se deve deixar de lado ou ironizar esse comportamento.

"O medo não deve ser ignorado, pois ele é real. Quando os pais ironizam a situação, a criança se sente desvalorizada. Eles devem conversar sobre o assunto para dar segurança à criança e estimular situações para o enfrentamento desse medo", aconselha Verônica Ribeiro, psicóloga infantil. "Sugerir alternativas, como dormir com a luz acesa, ficar um dos pais até pegar no sono, caçar o monstro com auxílio de uma lanterna ou brincar com um teatro de sombra são alguns exemplos do que pode ser feito, passar segurança [a criança]é fundamental.

                                                                                 Fernanda Fernandes.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O desenho é linguagem

Toda criança desenha.
Tendo um instrumento que deixe uma marca:a varinha na areia,a pedra na terra,o caco de tijolo no cimento,o carvão nos muros e calçadas,o lápis,o pincel com tinta no papel,a criança brincando vai deixando sua marca,criando jogos,contando histórias.

Desenhando,cria em torno de si um espaço de jogo,silencioso e concentrado ou ruidoso,seguido de comentários e canções,mas sempre um espaço de criação.Lúdico.A criança desenha para brincar.[...]

É desenho a maneira como organiza as pedras e folhas ao redor do castelo de areia,ou como organiza as panelinhas,os pratos,as colheres na brincadeira de casinha.Entendo por desenho o traço no papel ou em qualquer superfície,mas também a maneira como a criança concebe o seu espaço de jogo com os materiais de que dispôe.

Observando a brincadeira livre das crianças pode-se notar diferenças individuais na maneira de dispor seus  brinquedos no eapaço.Na maneira de desenhar o seu espaço[...]

Porque o desenho é para a criança uma linguagem como o gesto ou a fala.

A criança desenha para falar e poder registrar a sua fala.Para escrever.

O desenho é sua primeira escrita.

Para deixar sua marca,antes de aprender a escrever a criança se serve do desenho.[...]

A criança desenha para falar de seus medos,suas descobertas,suas alegrias e tristezas.

                              Ana Angélica Albano Moreira.



terça-feira, 18 de setembro de 2018

A contribuição do desenho no desenvolvimento da criança na educação infantil:uma análise teórica.

[...]

O desenho é indispensável para o desenvolvimento da criança,pois ela projeta no papel o seu esquema corporal,representando seus impulsos,seus desejos,suas emoções e seus sentimentos[...].O trabalho das crianças contém uma verdadeira profundeza de sentimentos e de emoções tendo em vista que,na medida em que elas vão crescendo e se desenvolvendo,os desenhos ficam abertamete visíveis para elas e esses rascunhos podem,sim,colaborar com o desenvolvimento emocional.

[...]a criança trabalha de modo concentrado em seu desenho,pois,desde cedo,a cultura já se faz presente no meio social.A partir disso,essas crianças vão contruindo suas ideias sobre o que é o desenho e para que serve esse desenhar.

[...]como não existem duas crianças iguais,os seus desenhos relativamente não sairão idênticos.

[...]o processo de desenvolvimento gráfico infantil está diretamente ligado ao cescimento físico,social,intelectual e afetivo-emocional da criança.Os primeiros signos gráficos da humanidade foram as estilizações da figura humana.[...]Ou seja,as imagens dos bonecos são pequenas projeções que se encontram ocultas e invísiveis nas figuras do desenho infanil no nosso subconciente.[...]


                                                 Ana Patrícia de O. Amorim,Ana Lúcia de A. A. e Claro.


sábado, 30 de maio de 2015

FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO,EU E O OUTRO(GRUPO:FAMÍLIA,ESCOLA,TRABALHO,ETC)




CARACTERÍSTICAS BIOGRÁFICAS.

O comportamento do ser humano em nível individual analisa as características do ser humano para definirem um padrão de comportamento de acordo com tais características.As variáveis biográficas mais analisadas são o gênero, a idade,o estado civil,e a estabilidade sócio econômica.Sendo assim, busca-se saber como as pessoas se comportam em virtude dessas características.

HABILIDADES.

Cada pessoa possui seu pontos fortes e seus pontos fracos em certas habilidades.O desafio é adequar as habilidades de cada pessoa com os requisitos das funções que devera desempenhar,para garantir o melhor desempenho.Quando as habilidades não estão alinhadas com os requisitos das funções,tanto a pessoa quanto o grupo saem perdendo com referência à satisfação e produtividade.

APRENDIZAGEM.

A aprendizagem é uma mudança no comportamento ou no desempenho que ocorre como resultado de uma experiência.Ela pode ocorrer mediante a observação de outra pessoa,da leitura, de escutar fontes de informação, ou das consequências do próprio comportamento.Portanto, quando há mudança de comportamento; pode-se afirmar que houve aprendizado e que ele ocorre de forma diferente para cada pessoa.

MODELAGEM DE COMPORTAMENTO(reforço positivo,reforço negativo,punição,extinção).

REFORÇO POSITIVO: após um determinado comportamento há alguma ação que motiva as pessoas a continuarem com aquele tipo de comportamento,como por exemplo um elogio.

REFORÇO NEGATIVO: ações que desencorajam as pessoas a realizarem novamente os mesmo atos

PUNIÇÃO: busca causar uma situação desagradável na tentativa de eliminar determinado comportamento indesejado.

EXTINÇÃO: eliminação de qualquer tipo de reforço com intuito de acabar com qualquer comportamento indesejado.

Os reforços são muitos úteis quando se pretende mudar o comportamento.Por meio da identificação e da recompensa de comportamento que possam melhorar o desempenho,educadores(gestores) de ensino e aprendizado podem estimular as atitudes desejáveis através do reforço positivo.